terça-feira, 12 de outubro de 2010

Culpados? Ninguem em particular, todos em geral...

Não há culpados... de repente, e aliás desde sempre que somos todos santos (eu inclusive), sem ponta culpa, imaculados. Mas alguém tem de pagar. Claro, a culpa é do sistema.
Faz tempo que penso, e sei que isto não vai bem, Portugal nunca foi bem, bom talvez tenho tido uma boa intenção de inicio, mas não passou disso.
O sistema é feito por pessoas, e essas pessoas têm nome, e têm fotografia, e têm de ser chamadas a razão.
Há anos que não vou a Coimbra, Portugal é mesmo dos pequeninos, Somos migalhas como povo, sem ambição, sem empenho, enfim, para aquilo que deviamos ser não somos.
Somos para o futebol, para o fado, e para os tachos. Andamos todos á espera que um dia tenhamos a mesma sorte que vemos ter outros tantos. Que estejamos no sitio certo na hora certa, e que se lembrem de nós para um tacho. Para trabalhar não, mas para tachos sim, isso é que é trabalho a sério.
Somos governados por incompetentes, dos pés á cabeça. Ouvi há pouco uma entrevista com o Frei Fernando Ventura, sobre a situação do país, e não lhe retiro uma virgula. Tenho ouvido desde há anos os comentários do economista Medina Carreira, que já previa que a situação do País se agudizava. E o que fazíamos nós? Criticávamos, íamos á bola, não acreditávamos, e lá fora valha nos o Mourinho, e o Cristiano Ronaldo, e todos aqueles que nos vão servindo de modelos. que se vão desvirtuando, e colocando fora de contexto, com todo o mérito que têm os citados, na minha opinião, profissionais obstinados, merecedores de tudo aquilo que têm conseguido, e que nos tem catapultado para o exterior. O problema é que todos querem ser o Ronaldo e o Mourinho, da forma mais fácil, sem trabalhar no duro, esquecendo-se do exemplo maior, que foi que cada um deu no duro, e ainda hoje o fazem.
Agora todos podem ser doutores e engenheiros, com as novas oportunidades... enfim... faz lembrar o que dizia Salazar: - Um povo culto é um povo ingovernável. E de facto é isso que os nossos governante têm dado continuidade, as novas oportunidades. Estatística, será que ninguém vê? Aliás ver até vêm, só não fazem é nada.
O povo anda iludido com o americanismo do livre empreendedorismo, como lhe vi chamar no filme documentário de Michael Moore."Capitalismo, uma história de amor".
Experimentem abrir uma pequena, micro, ou média empresa, carregam vos com impostos de todo o lado.
Eu assumo os meus erros e pagarei por eles. Sem medo, sem vergonha, com coragem e cabeça erguida. Não falto á verdade. Também sei que sou culpado, e que tenho a minha quota de culpa por deixar andar o barco neste estado. 
Sozinho não consigo muito, estou disposto a fazer parte de uma nova era de mudança, para um melhor futuro. 
Tenho algumas ideias e estou disposto a partilha las, com gente que tenha real dever cívico. Já chega de politicos profissionais, coloquem-se profissionais na politica.